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Lucca Jaeckel, B.Sc.

MIND Blog Editor

Lucca Jaeckel is completing his M.Sc. in Social Cognitive and Affective Neuroscience at Freie Universität Berlin.

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  • Novembro 28, 2018
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“UM DOS FACTOS INEVITÁVEIS DA VIDA É QUE COM O MDMA, ASSIM COMO TUDO QUE COMBINA PROMESSA COM AMEAÇA, EXISTEM PROTAGONISTAS INTENSOS E ANTAGONISTAS INTENSOS. E AMBAS AS FACÇÕES SE FAZEM OUVIR”.

– ALEXANDER SHULGIN10

 Nem todos reconhecem necessariamente 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA),  designada coloquialmente como ecstasy, como uma substância médica ou psicadélica. A concepção pública parece ser a de que se trata de um estimulante tomado no contexto de festas, em discotecas e festivais. De acordo com relatos dos meios de comunicação social, os indivíduos que fazem estes consumos parecem ser frequentemente vítimas de comprimidos adulterados e outros riscos do uso recreativo com graves consequências.

Outros que já tiveram experiências com a substância ou os seus utilizadores podem conhecê-la pelo nome de “droga do abraço”, devido aos seus efeitos empatogénicos. Porém, esta concepção omite a história do MDMA no contexto psicoterapêutico, a complexidade dos seus riscos e perigos e as descobertas científicas mais recentes que apontam para a utilidade do MDMA no contexto de psicoterapia assistida. A complexidade da investigação acerca do MDMA será abordada neste artigo, com ênfase particular na história do MDMA e a sua investigação científica.

Descoberta e investigação inicial

A história do ecstasy começa em 1912, quando os químicos da Merck Pharmaceuticals o produziram e patentearam como intermediário numa reação química usada para sintetizar agentes de coagulação sanguínea. Após essa primeira descrição da sua fórmula química em 1912, alguns testes farmacológicos foram realizados na Merck em 1927, embora os detalhes desses ensaios sejam, infelizmente, difíceis de rastrear1. Os efeitos psicológicos do MDMA em humanos não foram investigados cientificamente até ao final dos anos 19701. Isto foi feito apenas após o seu aparente uso como droga de rua, conforme sugerido por apreensões da substância realizadas por agentes da autoridade no início da década de 19702.

Em 1978, Alexander Shulgin e David Nichols publicaram um capítulo de livro intitulado Characterization of Three New Psychotomimetics” (Caracterização de Três Novos Psicoticomiméticos”) 3, descrevendo os efeitos psicológicos de substâncias quimicamente relacionadas com substâncias psicoactivas conhecidas. Nesta publicação, descreveram o MDMA como uma substância que “parece evocar um estado alterado de consciência facilmente controlado, com elementos emocionais e sensuais”3 e compararam os seus efeitos aos da canábis, baixas doses de MDA e psilocibina sem a componente alucinatória3. Estes efeitos distintos da substância, em comparação com os psicadélicos clássicos, levaram a que Nichols a identificasse mais tarde como parte de um subgrupo de psicadélicos no qual o MDMA é a substância padrão: os empatógenos4.

Popularização e Criminalização

Foi também Shulgin quem apresentou o MDMA a psicoterapeutas em meados da década de 1970, e quem subsequentemente a usou em contexto de psicoterapia assistida sem a aprovação formal da FDA. Do final dos anos 1970 até meados dos anos 1980, o uso de MDMA em terapia aumentou constante e gradualmente, ainda que nenhuma investigação científica controlada sobre os seus efeitos na terapia tenha sido conduzida durante esse período5. Notavelmente, isto estava a acontecer cerca de 10 anos depois do LSD ter sido similarmente usado em psicoterapia “underground  e, posteriormente, proibido. Como aconteceu com o LSD o MDMA foi atraindo cada vez mais atenção pelos seus efeitos recreativos com o passar do tempo.A substância era vendida a utilizadores recreativos sob o nome de rua “ecstasy”. Os terapeutas, por outro lado, referiam-se a ela como “Adão” 6,7

Com a popularidade crescente entre os utilizadores recreativos, o MDMA não passou despercebido a políticos e às autoridades. Em primeiro lugar, em resposta à observação do senador do Texas Lloyd Bentsen acerca do seu uso popular em discotecas do Texas, a Drug Enforcement Agency (DEA) declarou o seu plano para regulamentar o MDMA como uma substância de Categoria 1 em 19845. A organização afirmou que a substância carecia de qualquer utilização médica reconhecida. Esta regulamentação planeada foi imediatamente contestada por um grupo de profissionais de saúde mental e investigadores que solicitaram uma audiência com especialistas no processo de determinação do futuro estatuto legal da substância. No entanto, em Julho de 1985, a DEA baniu o MDMA temporariamente, por um ano, devido a descobertas anteriores sobre a neurotoxicidade do seu análogo químico MDA, bem como devido à sua ampla disponibilidade. Após as audiências, o juiz responsável recomendou que o MDMA fosse colocado na Categoria 3 em Maio de 1986, declarando que acreditava que o MDMA tinha utilização médico aceite; isto teria permitido a sua investigação e o seu uso em terapia5.

No entanto, “o administrador da DEA, John C. Lawn, não ficou convencido […]”5 pela decisão do juiz e a DEA anulou a sua decisão, argumentando que o MDMA não era um medicamento regulamentado pela FDA e, portanto, não tinha uso médico aceite. O psiquiatra de Harvard Lester Grinspoon e a Earth Metabolic Design Laboratories (EMDL, um antecessor da Multidisciplinary Association for Psychedelic Science – MAPS) entraram com recurso para revisão da decisão, refutando o argumento médico da FDA e alegando má conduta da DEA, que tinha realizado uma regulamentação de emergência do MDMA antes de obter a autorização formal para o fazer, e que tinha invalidado a decisão do juiz5,8. O recurso foi concedido e, portanto, o MDMA permaneceu fora da regulamentação.

Simultaneamente, vários artigos publicados em revistas científicas defendiam o potencial terapêutico do MDMA. George Greer9, que realizou muitas sessões de terapia assistida por MDMA, publicou uma visão geral dos efeitos subjectivos relatados por pacientes que tomaram a substância durante a terapia. Alexander Shulgin10 descreveu sumariamente os antecedentes químicos do MDMA e o que se sabia sobre sua farmacologia. Lester Grinspoon11 delineou a base teórica subjacente às evidências informais da psicoterapia assistida por psicadélicos, com ênfase especial no potencial do MDMA. O psiquiatra Philip Wolfson6, de São Francisco, apresentou estudos de caso que envolviam psicoterapia assistida por MDMA e tentou especificar em que situações esta podia ser útil e quando é que podia ter limitações e perigos graves. Além disso, financiado pela EMDL, Joseph Downing12 publicou um estudo sobre os efeitos fisiológicos e psicológicos do MDMA em voluntários humanos, concluindo que “só se pode dizer que o MDMA […] tem efeitos psicológicos notavelmente consistentes e previsíveis, que são transitórios e livres de toxicidade clinicamente aparente”12. E, também financiado pela EMDL, Charles Frith e colegas seus administraram MDMA a cães e ratos13. Eles afirmaram que “alterações neuropatológicas não eram evidentes em nenhuma das espécies”, desafiando assim as preocupações sobre a neurotoxicidade semelhante à do MDA. Apesar dessas tentativas de justificar o uso terapêutico do MDMA, a DEA finalmente colocou a substância na Categoria 1 em março de 19885.

Após a listagem na Categoria 1

Logo após esta regulamentação, George Ricaurte et al.14 publicaram uma primeira investigação sobre os riscos neurológicos do MDMA com base em resultados em primatas não-humanos. Este grupo de investigadores da Johns Hopkins foi o primeiro a demonstrar que a depleção da serotonina, bem como as mudanças estruturais no sistema serotoninérgico, estão entre as consequências do consumo de MDMA. Simultaneamente, o uso recreativo de MDMA na forma de comprimidos de ecstasy, com música de dança electrónica, começou a espalhar-se pelo mundo. Visto que o MDMA era ilegal em quase todos os lugares, o aumento do que agora era considerado “abuso ilegal” permitiu que os legisladores fornecessem fundos generosos para investigar os riscos e perigos do uso ilícito da substância.

Este paradigma centrado no risco dominaria a investigação com MDMA nas décadas subsequentes. A maior parte da investigação sobre os riscos da substância que se acumulou ao longo desse tempo foi examinada minuciosamente pelo psicólogo de Liverpool Jonathan Cole15, que argumenta que os últimos 30 anos de investigação sobre o ecstasy e os seus resultados devem ser compreendidos no contexto do que ele chama de “paradigma do ecstasy”: Desde que o MDMA se tornou uma droga ilegal, a investigação científica e o discurso público estão sujeitos às normas morais relativas ao consumo de drogas. Ele postula que se tornou imperativo para os cientistas mostrar que o MDMA é perigoso, o que presumivelmente levou a várias falhas nos raciocínios e metodologias e, portanto, a descobertas científicas tendenciosas.

Ele exemplifica isto usando uma situação em que um dos seus artigos que indicava que os utilizadores de ecstasy poderiam não estar debilitados do ponto de vista psiquiátrico, como sugerido por outros artigos, foi rejeitado. Um dos revisores anónimos, que Cole implica como parte do problema, comentou que achou os dados difíceis de acreditar15.

A investigação científica sobre os efeitos terapêuticos do MDMA foi efectivamente interrompida pela sua listagem na Categoria 1. No entanto, esforços organizados para permitir a investigação sobre estes aspetos do MDMA foram feitos já por volta da época da sua  . A referida EMDL foi fundada para desafiar a regulamentação do MDMA pela DEA. Em resposta à colocação da substância na Categoria 1 e à falta de evidências para apoiá-la, um dos co-fundadores da EMDL, Rick Doblin, fundou a MAPS. A ideia por trás disto era criar uma empresa farmacêutica sem fins lucrativos que iria “proporcionar a oportunidade de investigar a aplicação clínica da psicoterapia assistida por MDMA” 8.

No entanto, o clima político permaneceu desfavorável até há pouco tempo. Ao longo dos anos, outros escritos baseados nos artigos de 1986 foram publicados para defender a psicoterapia assistida por substâncias e especificamente a psicoterapia assistida por MDMA p.e.14-18. E, finalmente, o primeiro ensaio clínico aleatórizado controlado, financiado pela MAPS, investigando a psicoterapia assistida por MDMA foi conduzido por José Bouso et al.21. O seu estudo, no qual começaram a introduzir pacientes com perturbação de stress pós-traumático (PSPT) em 2000, foi encerrado prematuramente em 2002 devido a pressões políticas, deixando 23 dos 29 pacientes sem tratamento e dados insuficientes para análise estatística8,21.

Sem desanimar, a MAPS financiou os ensaios de Michael Mithoefer22-24, nos Estados Unidos, e o de Peter Oehen25, na Suíça. Apesar de pequenas inconsistências nos resultados, possivelmente devidas ao tamanho reduzido da amostra, os estudos indicaram que a psicoterapia assistida por MDMA é uma abordagem terapêutica promissora para a PSPT26-27. Além disso, um estudo recente financiado pela MAPS indica que a psicoterapia assistida por MDMA pode diminuir os sintomas de ansiedade social em adultos autistas28.

Ao contrário da investigação forense e clínica aplicada, ao longo dos últimos dez anos, o MDMA tem sido cada vez mais estudado numa perspectiva científica mais básica. Esta abordagem não se concentra nos efeitos positivos ou negativos do MDMA, mas na investigação neutra dos efeitos da substância em humanos. Embora os dados farmacológicos já tenham sido obtidos no contexto da ciência forense, alguns campos surgiram apenas após o renascimento da investigação em psicoterapia assistida por MDMA, na década de 2000. Por exemplo, os efeitos do MDMA na cognição e no comportamento sócio-emocional humano estão sob investigação desde 2009p.e.29-31. Além disso, alguns investigadores estão a realizar estudos nos quais certos receptores são bloqueados farmacologicamente para iluminar a neurobiologia subjacente aos efeitos psicológicos do MDMAp.e.32-34. Ambas as abordagens não apenas expandem o nosso conhecimento sobre o MDMA e os seus efeitos, como também fornecem  entendimento exclusivo sobre a neurobiologia subjacente aos processos cognitivos e afectivos complexos. Embora estes avanços possam ter implicações menos iminentes para a prática, eles oferecem um grande potencial para o avanço científico geral e investigação translacional para um momento futuro.

Mudando Paradigmas – Direcções Futuras

Durante anos, a investigação sobre o MDMA limitou-se a desvendar os riscos do seu uso recreativo. Isso parece dever-se principalmente às evidências limitadas sobre os efeitos terapêuticos da substância no momento da regulamentação pela  DEA. Mas, em grande parte graças ao trabalho persistente da MAPS, podemos agora observar várias vertentes da investigação sobre MDMA. Estas vertentes correspondem parcialmente ao duplo uso da substância em contextos recreativos e terapêuticos, mas começaram recentemente a incluir também investigação científica básica. Este trabalho visa possibilitar não só uma gestão mais precisa dos riscos do uso recreativo e melhor tratamento das condições de saúde mental, mas também trazer avanços científicos em geral.

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Referências

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