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TÓPICOS INTERESSANTES NA INVESTIGAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS PSICADÉLICAS

As substâncias psicadélicas parecem ter uma gama invulgarmente vasta de utilizações. Os cientistas pretendem saber qual é realmente a sua amplitude.

Traduzido por João Cardoso

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Abigail Calder, M.Sc.

MIND Blog Editor

Abigail is a PhD candidate at the University of Fribourg and a co-editor of the MIND Blog.

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Editado por Clara Schüler & Lucca Jaeckel

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  • Setembro 25, 2020
  • Biological Sciences
  • Drug Science
  • Neuroscience
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Isenção de responsabilidade: este post do blog foi traduzido e editado por voluntários. Os contribuidores não representam a MIND Foundation. Se notar algum erro ou inconsistência, por favor informe-nos – agradecemos qualquer sugestão que possa melhorar o nosso trabalho (mailto:[email protected]). Se deseja ajudar no processo de tradução, entre em contacto connosco para se juntar ao MIND Blog Translation Group!

Ao analisar a nova investigação acerca das substâncias psicadélicas, uma tendência salta de imediato à vista: expansão. Há mais pesquisadores  do que nunca a estudar as substâncias psicadélicas.1 Não só há mais cientistas, como também estes se encontram em mais locais, estudando mais substâncias, e testando tratamentos psicadélicos em mais patologias. Estas são as fronteiras da ciência das substâncias psicadélicas, e estão a ganhar terreno dia após dia.

TESTANDO OS LIMITES DA MEDICINA DAS SUBSTÂNCIAS PSICADÉLICAS

As substâncias psicadélicas vêm convencendo cientistas e médicos devido ao seu potencial para a melhoria da saúde mental.2 A maior parte da investigação, atualmente, é feita com a psilocibina, com alguns polos a concentrarem-se também no LSD e noutras substâncias, bem como em MDMA para o tratamento do transtorno de stress pós-traumático. A psilocibina é particularmente entusiasmante dado o seu propício perfil de segurança e a sua capacidade para melhoria dos sintomas em múltiplas perturbações.3 Não que esta propriedade seja exclusiva das substâncias psicadélicas: os inibidores selectivos de recaptação da serotonina, por exemplo, são utilizados para tratar tanto a depressão como a ansiedade.4 Contudo, as substâncias psicadélicas parecem possuir uma gama invulgarmente vasta de aplicações. Os cientistas procuram saber qual é o seu verdadeiro alcance.

De momento, os indícios preliminares de ensaios clínicos fundamentam a terapia assistida por substâncias psicadélicas para perturbações de humor, transtorno de stress pós-traumático, e dependência de álcool e nicotina.5,6 Os cientistas vão continuamente aprofundando esta investigação, com o objetivo de obter dentro dos próximos cinco anos a luz verde dos reguladores para a terapia com substâncias psicadélicas – caso os novos estudos confirmem a sua eficácia. A nível mundial, estão atualmente em curso 18 ensaios clínicos nas fases 2 e 3 para estes diagnósticos, com vários outros em fase de preparação. A Fundação MIND, em colaboração com a Charité Universitätsmedizin Berlin e o Instituto Central para a Saúde Mental de Mannheim, também conduzirá, a partir do próximo ano, um amplo estudo acerca de terapia com psilocibina para a depressão.

Paralelamente, a investigação vem-se expandindo para outras perturbações de saúde mental. No seu centro de investigação de substâncias psicadélicas e consciência, a Universidade Johns Hopkins ampliou os seus estudos da psilocibina para incluir os distúrbios de alimentação. O Imperial College de Londres, dispondo também de um centro de investigação de substâncias psicadélicas, planeia fazer o mesmo. Para além disto, equipas de investigação em Yale e na Universidade do Arizona averiguam se a psilocibina é eficaz no que toca aos distúrbios obsessivo-compulsivos.

Os cientistas esperam igualmente que as substâncias psicadélicas possam ajudar as pessoas a ultrapassar outras adições além do álcool e da nicotina. A Universidade do Alabama está a finalizar um estudo enquadrando a aplicação da psilocibina para a adição à cocaína, e a Universidade de Wisconsin fará em breve o mesmo no que toca aos distúrbios pelo uso de opiáceos.

A investigação médica vem também enveredando por alguns rumos mais surpreendentes. Uma via digna de nota é o tratamento de cefaleias em salvas e enxaquecas, com testes clínicos a decorrer em Yale, em Basileia, e em Copenhaga. Também a Fundação Beckley patrocinou um recente ensaio clínico no qual uma dose reduzida de LSD diminuiu a perceção de dor.29 Além disso, investigadores do Imperial College de Londres propuseram a utilização de psilocibina como último recurso em pacientes comatosos crónicos, embora a sua teoria tenha ainda de ser posta à prova.7

COMO MUDAR A SUA CAPACIDADE EM MUDAR

Para além do conhecimento de que as substâncias psicadélicas podem tratar certas perturbações, é também importante entender o porquê disto.

Os pesquisadores têm examinado, ultimamente, se aspetos particulares de uma trip tornam a terapia por substâncias psicadélicas mais propensa a funcionar. Um fenómeno essencial parece ser a experiência mística (agora um termo científico oficial!).  As experiências místicas são caracterizadas por sentimentos de êxtase, unicidade e unidade, e transcendência do tempo e do espaço. São também conhecidas tanto por estarem impregnadas de significado como pela dificuldade em as pôr em palavras.8 Estudos recentes sugerem que este tipo de experiências é importante – talvez mesmo fundamental – para uma terapia com substâncias psicadélicas proveitosa.9

A nível físico, as substâncias psicadélicas podem promover a neuroplasticidade – ou seja, a capacidade do cérebro para formar novas ligações e para se reestruturar.10 Em ratos, a maioria das substâncias psicadélicas promove vários componentes da neuroplasticidade no córtex pré-frontal, e são mais potentes e mais rapidamente atingem essa potência do que quase qualquer outra substância.11 Nos humanos, os cientistas acreditam que a neuroplasticidade ampliada possa explicar os efeitos das substâncias psicadélicas a longo prazo, e têm-se ocupado a tentar comprová-lo.12,13 (Se isto lhe soa interessante, consulte o nosso artigo no blogue acerca da neuroplasticidade).

MENOS É MAIS?

Alguns investigadores questionam se a microdosagem, ou seja, o uso de doses abaixo do efeito alucinogénio de substâncias psicadélicas, poderá igualmente trazer benefícios. Os relatos informais acerca dos seus efeitos abundam, sendo que a ciência pode ajudar a separar a verdade do boato. O recentemente criado Centro Canadiano para a Ciência das Substâncias Psicadélicas estuda o doseamento reduzido de psilocibina, e outras equipas em três continentes têm estudado a microdosagem tanto em pacientes como em indivíduos saudáveis.

Em razão das limitações regulatórias, muito deste trabalho tem sido feito através do levantamento junto de pessoas que praticam a microdosagem reservadamente. Embora este tipo de estudo tenha a vantagem de acontecer num ambiente natural, os seus inconvenientes são consideráveis: os gruposefectivos  de controlo e grupos sem conhecimento da experiência são raros, muitos dos relatórios são retrospetivos e de precisão questionável, e as amostras do estudo chegam provavelmente enviesadas para o lado das opiniões favoráveis às substâncias psicadélicas. Contudo, os pesquisadores têm dado o seu melhor. Várias publicações recentes examinaram os efeitos da microdosagem relatados pelos próprios utilizadores, encontrando tanto resultados positivos como indesejáveis.15-17 Outro destes estudos decorre atualmente no Imperial College de Londres.

Tem também surgido cada vez mais literatura especializada acerca de ensaios com microdosagem controlados por efeito placebo. Uma equipa de investigação em Chicago administrou doses mínimas de LSD a voluntários saudáveis, e tal como nos estudos de inquérito, encontraram tanto efeitos positivos como negativos (assim como um grande “novelo” relativo ao efeito placebo).18 Doses reduzidas de psilocibina estão a ser investigadas também pela sua capacidade para o tratamento de depressão e enxaquecas, uma vez que doses elevadas podem nem sempre ser praticáveis ou desejáveis para pacientes. Um estudo acerca da microdosagem de LSD, com indivíduos saudáveis, acaba de terminar a fase de recolha de dados, e um outro terá início na Nova Zelândia. Alguns investigadores esperam que o doseamento reduzido constitua uma alternativa aos antidepressivos para pacientes que apresentem efeitos secundários indesejáveis, ou que nem sequer apresentem quaisquer efeitos. Outros esperam até mesmo que seja uma forma segura de fomentar a disposição e o desempenho cognitivo em indivíduos saudáveis. Apenas o tempo – e os resultados – o dirão.

DMT E COMITIVA

A DMT (N, N-dimethyltryptamine) não foi deixada de parte no renascimento do psicadelismo, e as suas propriedades únicas podem torná-la um nicho na terapia com substâncias psicadélicas. A DMT tem ação de curta duração, a qual pode ser regulada por via intravenosa, e ao contrário do LSD e da psilocibina, não induz tolerância.19 Investigadores em Londres têm estudado os efeitos da DMT na atividade cerebral recorrendo à electroencefalografia,20 enquanto cientistas em Basileia têm conduzido um ensaio clínico de segurança. A DMT distingue-se também por ser a única substância psicadélica ocorrendo de forma natural num cérebro de um mamífero, e estamos mais perto do que nunca de vir a descobrir que papel desempenha.4,5

Tem também sido feita pesquisa acerca da ayahuasca, a tradicional infusão amazónica contendo DMT. Grande parte da investigação acerca da ayahuasca vem do Brasil, onde os investigadores têm testado os seus efeitos na saúde mental e no funcionamento do cérebro.21 Entretanto, investigadores na Suíça estão a desenvolver um comprimido de ayahuasca. Um comprimido sintético uniformizaria as doses utilizadas nos estudos e poderia também amenizar alguns dos efeitos secundários desagradáveis da ayahuasca, bem como proteger as plantas amazónicas de exploração excessiva.

A prima próxima da DMT, 5-MeO-DMT, tradicionalmente extraída de sapos vivos, também tem figurado na literatura especializada. Investigadores da Universidade de Maastricht categorizaram recentemente os efeitos de 5-MeO-DMT em vários parâmetros de bem-estar,22 ao passo que uma equipa da Johns Hopkins descobriu que esta poderá reduzir os sintomas de depressão e ansiedade.23 À semelhança do que vem ocorrendo com a ayahuasca, os cientistas estão a começar a preferir fontes sintéticas de 5-MeO-DMT, neste caso para evitar importunar qualquer sapo inocente.

AS JANELAS NA MENTE

Actualmente, os participantes nos estudos das substâncias psicadélicas vêem-se frequentemente num aparelho de ressonância magnética ou a usar uma touca de electroencefalograma, algo que permite aos investigadores medir a sua atividade cerebral enquanto a experiência acontece. Recorrendo à ressonância magnética, um estudo fascinante da Universidade de Maastricht conseguiu capturar quais as áreas do cérebro que podem causar a experiência da dissolução do ego.24 De momento, têm usado métodos de neuroimagiologia e de terapia comportamental para determinar como a psilocibina afeta o pensamento criativo, a cognição social e a emoção.

Na Suíça, os investigadores registaram enormes progressos na identificação dos recetores necessários para os efeitos psicadélicos.25 Têm investigado como as substâncias psicadélicas afectam a atividade cerebral, e recentemente, distinguiram os efeitos da psilocibina em regiões específicas do cérebro.26 Seguindo outra linha de investigação, cientistas em Zurique e noutros locais estão mais interessados na sinergia entre as substâncias psicadélicas e a meditação consciente.27

Estes tipos de estudo têm permitido aos neurocientistas desenvolver teorias que expliquem os efeitos peculiares das substâncias psicadélicas. Uma delas é a teoria do cérebro entrópico, desenvolvida pelo Dr. Carhart-Harris e a sua equipa em Londres.28 Segundo a teoria do cérebro entrópico, a consciência ocorre numa sequência ininterrupta entre atividade cerebral altamente ordenada e altamente caótica. Enquanto a atividade do cérebro é relativamente ordenada num estado de consciência normal, as substâncias psicadélicas impulsionam-na a um estado mais caótico. Carhart-Harris e os seus colaboradores continuam a testar esta teoria com exames de ressonância magnética e electroencefalogramas (Leia mais acerca da teoria do cérebro entrópico neste artigo do blogue).

MAIS POR  EXPLORAR

A investigação de substâncias psicadélicas está a expandir-se em novas e entusiasmantes direções – estamos agora num ponto em que são publicados novos estudos todas as semanas. Diariamente, cientistas de todo o mundo examinam diferentes substâncias psicadélicas, os seus efeitos no cérebro, e como poderão ajudar a melhorar a saúde mental.

Tentar resumir a recente corrente da ciência é um pouco como tentar encaixar o oceano numa chávena de chá. Pode também consultar o Monitor dos estudos de estados não ordinários de consciência e outros projetos com os quais a Fundação MIND se ocupa de momento.

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References
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