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Milena Marinković

PhD Candidate

Milena is a PhD candidate in neurobiology at the University of Exeter.

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Edited by Abigail Calder & Lucca Jaeckel

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  • Dezembro 4, 2020
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Eis uma pergunta provocatória: seria preferível tomar uma alta dose de LSD ou uma dose esporádica de psilocibina, a fim de dissolver as fronteiras entre o “eu” e o “universo”, ou apenas ingerir uma pequena quantidade de forma regular para tornar-se mais criativo e destacar-se em tarefas intelectualmente exigentes? A última opção, recentemente, chamou mais a atenção das comunidades de biohacking, onde é popularizada como microdosagem. Na Conferência Interdisciplinar de Pesquisa Psicodélica de 2020 (ICPR2020), investigadores das práticas e efeitos da microdosagem compartilharam as suas descobertas e sugeriram que a microdosagem pode não ser a ferramenta mais adequada para melhorar o desempenho.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA TENDÊNCIA DA MICRODOSAGEM?

Os efeitos estimulantes das baixas doses de LSD são conhecidos desde que o próprio Albert Hofmann a sugeriu como uma alternativa à Ritalina.1 Atualmente, os entusiastas da microdosagem vão a prática com uma maior variedade de motivações. Um dos principais pressupostos é a promessa de que o uso regular de quantidades “subliminares” (“você não viajará”) com substâncias psicadélicas – melhorará a cognição e a memória.2 Na verdade, membros de centros de microdosagem online (por exemplo Reddit, The Third Wave) relatam com entusiasmo os efeitos positivos relacionados com o potencial desempenho cognitivo e criativo. Os cientistas referem-se a esses benefícios colectivamente como efeitos nootrópicos. Outros, no entanto, estão mais focados nos benefícios da saúde mental e no bem-estar: consumidores com depressão e ansiedade afirmam que a microdosagem atenua os seus sintomas, e consumidores saudáveis reportam que ajuda a colocá-los num humor mais positivo.

Os verdadeiros benefícios cognitivos da microdosagem permanecem ilusórios. Contudo, existem microdosadores em várias partes do mundo que preferem fechar os olhos perante o limitado, embora crescente corpo de evidências que vão na contramão das suas alegações. Essa falta de clareza é agravada por pesquisadores que, simultaneamente, enfatizam a novidade e as limitações do seu trabalho. Embora exista cerca de uma dúzia de estudos publicados nos últimos dois anos, os quais examinam os diversos supostos benefícios da microdosagem,3 não é incomum que os pesquisadores afirmem que o seu é o primeiro do seu tipo. Eles também afirmam comumente que, embora não encontrem nenhuma diferença entre pílulas de placebo e microdoses, esses resultados são preliminares e eles precisam de mais pesquisas antes de terem certeza de que da microdosagem realmente não surjam efeitos de melhoria de desempenho. Quando chegará esse momento de certeza?

NOTAS DOS PESQUISADORES:

A 4ª CONFERÊNCIA INTERDISCIPLINAR SOBRE PESQUISA PSICODÉLICA (ICPR2020)

A conferência virtual ICPR2020 forneceu informações importantes sobre as últimas tendências de pesquisa psicodélica. Com uma variedade de palestrantes cujos tópicos abrangeram desde a filosofia à neurociência, passando pela política, a conferência em questão proporcionou aos participantes uma visão holística e equilibrada de todas as pesquisas mais recentes.

A ICPR2020 provou mais uma vez como a microdosagem se tornou importante na comunidade científica psicodélica: a conferência concedeu-lhe duas sessões inteiras e cinco palestras separadas. Fiel à etiqueta “interdisciplinar” do título da conferência, essas palestras variaram da pesquisa biológica fundamental, examinando a farmacologia da microdosagem, (Tobias Buchborn do Imperial College de Londres) a estudos baseados em psicologia examinando a influência da microdosagem nas sensibilidades artísticas e estéticas (Michiel Van Elk, PhD, da Universidade de Leiden).

Os três palestrantes restantes que apresentaram trabalhos relacionados com a microdosagem foram Nadia Hutten, PhD, da Universidade de Maastricht, Neiloufar Family, PhD, da Eleusis Ltd, e Balazs Szigeti, PhD, do Imperial College de Londres. Todos os três reportaram resultados relativos aos efeitos da microdosagem no bem-estar e na cognição. Szigeti e o seu grupo têm um artigo em preparação, enquanto os estudos de Eleusis e Maastricht foram publicados recentemente.4,5

PROJETO DE ESTUDO DE MICRODOSAGEM 101

Para entender os resultados, é importante compreender a metodologia desses estudos, assim como as semelhanças e diferenças na sua configuração experimental. É importante realçar que os estudos da Universidade de Maastricht e da Eleusis envolveram a microdosagem de LSD em ambiente clínico, enquanto o estudo Imperial pesquisou microdosadores caseiros (usando qualquer tipo de psicodélico, mas mais comumente LSD e psilocibina), embora com um toque inovador. Além disso, os pesquisadores de Maastricht acompanharam os efeitos agudos das microdoses de psilocibina até às 8 horas após a ingestão, enquanto os outros dois estudos acompanharam os participantes durante um mês. Nesses estudos de um mês, esquemas de microdosagem foram baseados no protocolo que popularizou, inicialmente, a microdosagem, com origem no livro de 2011 de James Fadiman: ”The Psychedelic Explorer’s Guide” 6. De acordo com esse protocolo, microdoses de LSD ou psilocibina são tomadas a cada três dias por um mês.

O ambiente de laboratório impõe limitações ao tamanho da amostra, pelo que os estudos de Maastricht e Eleusis foram feitos com menos de 50 participantes, enquanto o estudo remoto e self-blinding de Szigeti não teve tais limitações e incluiu aproximadamente 200 microdosadores. Isso tornou-o, com algumas isenções de responsabilidade, no maior estudo de microdosagem controlado por placebo até hoje.

A comparação desses estudos é ainda mais complicada por diferenças no ambiente, número e idade dos participantes (20 e poucos anos no de Maastricht, 60 e tal anos no de Eleusis) e os parâmetros cognitivos que foram medidos. Todos os três estudos analisaram os períodos de atenção dos participantes e mediram os seus tempos de reação, mas Eleusis e Imperial adicionaram alguns testes de memória visual e espacial. O estudo Imperial mediu a maioria dos parâmetros cognitivos, com tarefas adicionais que testaram o raciocínio dedutivo, o planeamento espacial e a rotação mental.

LIMITAÇÕES DA PESQUISA DE MICRODOSAGEM (E COMO SUPERÁ-LAS)

“Contexto e disposição” tem sido uma expressão tradicionalmente importante na ciência psicodélica, referindo-se ao fenômeno de que a mentalidade e as circunstâncias em que as pessoas ingerem drogas psicodélicas influenciam os seus efeitos. Isso é bem conhecido e aplicado em pesquisas psicodélicas de alta dosagem: ensaios de cancro de psilocibina famosos, por exemplo, tiveram as suas experiências psicadélicas num “laboratório” que imita uma sala de estar aconchegante.7 Isso fornece uma certa garantia de que a experiência não será afetada negativamente pelo subtil desconforto que as pessoas muitas vezes sentem em ambientes abertamente clínicos.

Quando se trata de microdosagem, no entanto, fazer uma reforma no laboratório pode não ser suficiente. A maioria dos benefícios alegados, sem evidência científica, da microdosagem, tornam-se mais evidente a longo prazo, dado que as pessoas estão apenas a viver as suas vidas. Ficarão melhores no trabalho e na resolução de problemas? Iniciarão empreendimentos mais criativos? Os seus relacionamentos prosperarão? Essas não são coisas que os pesquisadores são capazes de avaliar quando os participantes vêm ao seu laboratório. Passar o dia inteiro no laboratório, tendo tomado apenas uma dose “abaixo do limiar” de uma droga, pode até colocar as pessoas num humor ligeiramente agitado que pode interferir no seu bem-estar e cognição. Ainda assim, um ensaio duplo-cego controlado por placebo é o padrão ouro para qualquer estudo farmacológico, especialmente para aqueles que envolvem substâncias que alteram a mente. Estes estudos permitem-nos distinguir a influência intrínseca da mente dos efeitos fisiológicos da droga e são, portanto, indispensáveis.

Antes que fosse possível conduzir estudos rigorosos e controlados por placebo com psicadélicos, a única maneira de obter dados sobre as experiências de microdosagem dos participantes era o humilde questionário.3 No estudo do imperial self-blinding, Szigeti e colegas transformaram a pesquisa online clássica numa forma controlada por placebo. Em vez de recolher os dados post-hoc, os pesquisadores pediram aos participantes da microdosagem em casa que organizassem cuidadosamente as microdoses de um mês em cápsulas e colocassem as cápsulas não rotuladas em envelopes marcados apenas com códigos QR. Eles também precisaram de preparar um número igual de envelopes rotulados com código QR com cápsulas de placebo vazias. De seguida, baralharam todos os envelopes, escolheram aleatoriamente metade deles para o valor de um mês de uso e enviaram aos pesquisadores os códigos QR. Dessa forma, os pesquisadores sabiam, com base nos códigos QR, se os participantes tomaram uma microdose ou um placebo, enquanto os próprios participantes não sabiam.

A limitação mais proeminente do estudo self-blinding é que ele depende dos participantes adquirirem seu próprio LSD ou psilocibina para o estudo, o que significa que não há como saber a quantidade que eles tomaram realmente e se as substâncias são puras. Os efeitos dessa limitação, no entanto, são amplamente atenuados pela grande amostra (191 participantes completaram o estudo, em comparação com 20 a 50 participantes nos estudos baseados em laboratório). Vale ressaltar, o desenho do estudo self-blinding tem uma grande vantagem, permitindo-nos um vislumbre dos efeitos da microdosagem num ambiente natural e diário, ao mesmo tempo em que fornece um controle de placebo.

NOOTROPICS E NO-TROPICS

Os efeitos nootrópicos relatados da microdosagem são múltiplos: melhorias na concentração, criatividade, consciência espiritual, produtividade, linguagem e capacidades visuais.8 Estas afirmações sustentaram-se quando postas à prova no laboratório (no estudo de Eleusis e Maastricht) e em um ambiente doméstico controlado por placebo (Imperial College)?

Resumidamente: não.

Nenhum dos três estudos controlados com placebo apresentados na ICPR2020 encontrou uma diferença significativa no desempenho cognitivo entre o controle com placebo e as microdoses de LSD ou psilocibina. No estudo self-blinding de Imperial, não houve diferença na habilidade cognitiva quando os participantes tomaram microdoses, nem agudamente (2-5 horas após a ingestão da pílula), nem no final do regime de quatro semanas. No entanto, os pesquisadores encontraram uma suscetibilidade significativa ao efeito placebo. Eles fizeram uma pergunta importante aos microdosadores: “Você acha que tomou uma microdose?”

Quando os participantes pensaram que tinham tomado uma microdose, fosse a pílula do placebo ou não, eles sentiram uma maior sensação de bem-estar, mais conscientes e mais satisfeitos com suas vidas. Apresentada com um placebo, a mente pode “enganar” pensamentos e humores, mas não pode enganar um teste cognitivo: se eles pensaram que tinham tomado uma droga para melhorar o desempenho e se realmente tomaram uma, os resultados dos testes dos participantes permaneceram os mesmos.

Mas os cientistas não ficaram convencidos. Balazs Szigeti, o principal pesquisador do estudo self-blinding, suspeita que se a microdosagem tivesse efeitos positivos tão abrangentes como as pessoas afirmam, eles deveriam ter sido vistos numa amostra tão grande. Ainda assim, ele não exclui a possibilidade de que novas pesquisas possam descobrir pequenos efeitos positivos específicos. Por exemplo, os pesquisadores em Maastricht descobriram que a microdosagem pode ser benéfica para a atenção sustentada – embora este resultado seja promissor, o estudo da Eleusis não mostrou nenhum aumento no desempenho num teste de atenção semelhante. Num outro exemplo de efeitos específicos em potencial, os resultados do estudo self-blinding mostram uma tendência leve, mas estatisticamente insignificante, de aumento da capacidade de rotação mental. ‘’Mais estudos devem reproduzir as nossas descobertas antes que uma conclusão firme possa ser alcançada, mas na minha opinião, os benefícios cognitivos da microdosagem não parecem promissores’’, conclui Szigeti.

Poderão todas as descobertas do ICPR2020 conduzir os microdosadores recreativos a questionarem-se: “Estou a conseguir um desempenho melhor ou apenas acho que estou?’’

NEM TUDO É PLACEBO: POTENCIAL CLÍNICO DA MICRODOSAGEM

A verdade nada deslumbrante é que as pesquisas até agora mostraram que o melhor e mais confiável nootrópico é… o exercício cardiovascular.9 Diferentes drogas que supostamente estimulam o cérebro vão entrando e saindo de moda. O Modafinil, o mais popular, provou até ser moderadamente eficaz em aumentar a atenção e a memória, particularmente na execução de tarefas complexas.10 Mas nenhum dos efeitos dos nootrópicos está, nem remotamente, perto de “desbloquear todo o potencial do cérebro humano” da maneira descrita no filme Limitless. Os psicodélicos não são exceção.

Embora possa não alterar significativamente o desempenho cognitivo, a microdosagem ainda pode ser benéfica para o cérebro de outras maneiras. A pesquisa de Nadia Hutten na Universidade de Maastricht demonstrou que a microdosagem leva a aumentos agudos no BDNF (factor neurotrófico derivado do cérebro), uma molécula importante para a neuroplasticidade.11 Na Eleusis Ltd, a família Neiloufar pesquisa como a microdosagem pode ser útil no tratamento da doença de Alzheimer inicial. A sua pesquisa clínica é conduzida pela hipótese de que baixas doses de LSD podem aumentar a sinalização do BDNF e, assim, aumentar a neuroplasticidade, o que ajudaria a proteger o envelhecimento do cérebro da deterioração.11

Esse nem é mesmo o único mecanismo pelo qual as microdoses de LSD poderiam actuar como neuroprotetores. Drogas que agem no receptor 5HT-2A da serotonina, incluindo LSD, têm efeitos anti-inflamatórios comprovados, e a neuroinflamação está fortemente implicada na patologia de Alzheimer.13 Quando solicitada a comentar sobre os efeitos de melhoria de desempenho, a família Neiloufar diz: ”Não estou preocupado que o LSD não tenha um efeito nootrópico em adultos saudáveis, porque não é necessário que tenha um efeito nootrópico  numa população saudável, mas sim que tenha um efeito terapêutico num paciente. Existem outras drogas que ajudam com a cognição, como atomoxetina para TDAH (transtorno de deficit de atenção/hiperactividade), que não têm efeitos nootrópicos em pessoas saudáveis, mas é eficaz no tratamento de TDAH.

O FUTURO DA PESQUISA EM MICRODOSAGEM

À medida que a popularidade da microdosagem aumenta, a comunidade de pesquisa psicadélica precisa priorizar a resposta conclusiva a mais uma pergunta: é seguro a longo prazo? A pesquisa conduzida até agora analisou a saúde dos participantes por breves períodos de até um mês de cada vez, mas as pessoas em centros de microdosagem na Internet às vezes promovem o uso diário de baixas doses de psicadélicos durante meses e anos. Os efeitos adversos agudos são raros e incluem aumentos ocasionais de ansiedade e inquietação (contra-indicações comuns em estimulantes), mas os efeitos adversos de longo prazo são virtualmente desconhecidos.

Ao pensar sobre os efeitos de longo prazo, é aconselhável observar o caso do fen-phen (fenfluramina), uma droga popular para perda de peso nos anos 90 que revelou riscos cardíacos significativos. Fen-phen pode levar a doenças cardíacas agindo no alvo principal, o receptor 5HT-2B.12 A maioria das drogas psicadélicas tem o receptor 5HT-2A como alvo principal, mas não são completamente específicos e podem ativar também o 5HT-2B. Isso significa que a microdosagem crónica ao longo de muitos meses e anos pode levar a resultados cardíacos negativos? Mais pesquisas são necessárias.

Ainda não sabemos se a microdosagem pode melhorar significativamente a saúde do cérebro, ou se os benefícios de bem-estar emocional relatados são baseados inteiramente no efeito placebo, ou se fazê-lo por meses ou anos pode danificar seu coração. Quando se trata dos benefícios nootrópicos, as evidências até agora sugerem que os efeitos são insignificantes. Outras pesquisas estão em andamento enquanto o estudo self-blinding de Balazs Szigeti no Imperial entra na sua segunda fase, e o Programa de Pesquisa Beckley / Maastricht começa um novo estudo usando ferramentas de neuroimagem para investigar os efeitos de microdoses repetidas de forma mais próxima e objetiva.

Estes novos estudos podem levar a conhecer os mecanismos de como a microdosagem pode tornar os nossos cérebros mais saudáveis ​​e mais resistentes ao envelhecimento. Mas, pelo que vimos até agora, eles também podem fortalecer dados contra a microdosagem, relativamente a habilidades cognitivas sobre-humanas. Na exploração científica dos benefícios dos psicadélicos, querer uma experiência psicológica e neurologicamente transformadora com uma dose alta e um biohack de uma microdose pode simplesmente ser pedir muito.

Aviso::Este artigo foi editado em Abril de 2021. Anteriormente, o artigo afirmava que “nenhum dos três estudos sobre microdosagem encontrou efeitos positivos no desempenho cognitivo”. Contudo, como se afirma no artigo, o estudo de Maastricht detectou um efeito positivo na atenção sustentada durante a Tarefa de Vigilância Psicomotora.

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Referências
  1. Fadiman, J. & Korb, S. Might Microdosing Psychedelics Be Safe and Beneficial? An Initial Exploration. J. Psychoactive Drugs 51, 118–122 (2019).
  2. Hutten, N. R. P. W., Mason, N. L., Dolder, P. C. & Kuypers, K. P. C. Motives and Side-Effects of Microdosing With Psychedelics Among Users. Int. J. Neuropsychopharmacol.22, 426–434 (2019).
  3. Bornemann, J. The Viability of Microdosing Psychedelics as a Strategy to Enhance Cognition and Well-being – An Early Review. J. Psychoactive Drugs 1–9 (2020).
  4. Hutten, N. R. P. W.et al. Mood and cognition after administration of low LSD doses in healthy volunteers: A placebo controlled dose-effect finding study. Eur. Neuropsychopharmacol.(2020) doi:10.1016/j.euroneuro.2020.10.002
  5. Family, N.et al. Safety, tolerability, pharmacokinetics, and pharmacodynamics of low dose lysergic acid diethylamide (LSD) in healthy older volunteers.Psychopharmacology 237, 841–853 (2020).
  6. Fadiman, J.The Psychedelic Explorer’s Guide: Safe, Therapeutic, and Sacred Journeys. (Simon and Schuster, 2011).
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  8. Kuypers, K. P. et al. Microdosing psychedelics: More questions than answers? An overview and suggestions for future research.J. Psychopharmacol.33, 1039–1057 (2019).
  9. Roig, M., Nordbrandt, S., Geertsen, S. S. & Nielsen, J. B. The effects of cardiovascular exercise on human memory: a review with meta-analysis. Neurosci. Biobehav. Rev.37, 1645–1666 (2013).
  10. Battleday, R. M. & Brem, A.-K. Modafinil for cognitive neuroenhancement in healthy non-sleep-deprived subjects: A systematic review.Eur. Neuropsychopharmacol.25, 1865–1881 (2015).
  11. Hutten, N. R. P. W.et al. Low Doses of LSD Acutely Increase BDNF Blood Plasma Levels in Healthy Volunteers. ACS Pharmacol. Transl. Sci. (2020) doi:10.1021/acsptsci.0c00099
  12. Hutcheson, J. D., Setola, V., Roth, B. L. & Merryman, W. D. Serotonin receptors and heart valve disease–it was meant 2B. Pharmacol. Ther.132, 146–157 (2011).
  13. Raz, S., Nichols C.D. , Maillet E. L., Grantham C., and Family N. (2020) Lysergic Acid Diethylamide as a Multi-Target Therapeutic for Alzheimer’s Disease [White paper]